René Magritte praticava o surrealismo realista, ou “realismo mágico”. Começou imitando a vanguarda, mas precisava realmente de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico.
Magritte tinha espírito travesso, e, em A queda, seus bizarros homens de chapéu-coco despencam do céu absolutamente serenos, expressando algo da vida como conhecemos. Sua arte, pintada com tal nitidez que parece muitíssimo realista, caracteriza o amor surrealista aos paradoxos visuais: embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias por toda a parte: A Queda tem uma estranha exatidão, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena.
Mudou-se para Paris em 1927, onde começou a se envolver nas atividades do grupo surrealista, tornando-se grande amigo dos poetas André Breton e Paul Éluard e do pintor Marcel Duchamp.
Quando a Galerie la Centaure fechou e seu contrato encerrou, Magritte retornou a Bruxelas. Permaneceu na cidade mesmo durante a ocupação alemã, na Segunda Guerra Mundial.
Seu trabalho foi exposto em 1936 na cidade de Nova York, Estados Unidos, e em mais duas exposições retrospectivas nessa mesma cidade, uma no Museu de Arte Moderna, em 1965, e outra no Metropolitan Museum of Art, em 1992.
Magritte morreu de câncer e foi enterrado no Cemitério Schaarbeek, em Bruxelas.
![]() |
Le fils de l'homme, 1964 " A mente adora imagens cujo significado é desconhecido, uma vez que o próprio significado da mente é desconhecido." A carta branca"Coisas visíveis podem ser invisíveis. Se alguém cavalga por um bosque, a princípio o vemos, depois não, contudo sabemos que está lá.Em Carta Branca, a amazona oculta as árvores e estas oucutam-na. Todavia, os nossos poderes de pensamento abrangem tanto o visível como o invisível- e eu faço uso da pintura para tornar os pensamentos visíveis"Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Magritte http://odiariodapinkinha.blogs.sapo.pt/314268.html Livro: Magritte/ Marcel Paquet/ TASCHEN |

A carta branca